PDF DO ENSAIO Uma “gripezinha”: políticas de genocídio dos mais pobres na história de doenças no Brasil. André Ribeiro Totti Antônio Douglas Brito da Silva Maria Daniella Alves Ramos Matheus Gerard de Sousa Mesquita “É um mal, de que só a raça negra logra imunidade, raro desmentida apenas no curso das mais violentas epidemias, e em cujo obituário, nos centros onde avultava a imigração europeia, a contribuição das colônias estrangeiras subia a 92 por cento sobre o total de mortos. Conservadora do elemento africano, exterminadora do elemento europeu, a praga amarela, negreira e xenófoba, atacava a existência da nação na sua medula, na seiva regenerativa, do bom sangue africano, com que a corrente imigratória nos vem depurar as veias da mestiçagem primitiva, e nos dava, aos olhos do mundo civilizado, os ares de um matadouro da raça branca”. O trecho acima trata-se de uma descrição de Rui Barbosa sobre os males que a febre amarela acometia no Rio de Janeiro, no...